Resenha crítica de Lanterna Verde: um início promissor com a origem de Hal Jordan e visual marcante, mas que se perde ao trocar Sinestro por um vilão genérico, comprometendo todo o filme.
Lanterna Verde 2011– Um começo brilhante que se perde no espaço
É impossível negar: a primeira parte de Lanterna Verde é excelente. O filme acerta em cheio ao apresentar a origem de Hal Jordan, construindo um herói cheio de falhas, impulsos e humanidade. A jornada inicial dele — desde o trauma, passando pela arrogância, até o momento em que recebe o anel — é envolvente, divertida e cheia de potencial.
E, convenhamos, o uniforme é um espetáculo visual. Mesmo com as polêmicas sobre CGI, ele traduz muito bem a ideia de energia viva, algo que sempre foi difícil de imaginar fora dos quadrinhos. É estiloso, vibrante e combina perfeitamente com o tom cósmico da Tropa dos Lanternas.
Mas aí chegamos ao ponto que realmente dói: a decisão de não manter Sinestro como o vilão do filme.
E aqui, na minha opinião, o filme simplesmente implode.
O erro que destrói o segundo ato
Sinestro é, de longe, um dos personagens mais interessantes do universo da DC. Ele é complexo, poderoso, moralmente ambíguo e, acima de tudo, essencial para a construção do Lanterna Verde como herói.
O filme até começa a trabalhar isso muito bem: Sinestro aparece imponente, respeitado, com uma presença que rouba a cena. Tudo indicava que ele seria o antagonista perfeito — alguém capaz de desafiar Hal não só fisicamente, mas ideologicamente.
Só que, por algum motivo difícil de defender, o roteiro decide abandonar essa construção promissora e jogar no colo do público um vilão genérico, sem profundidade e completamente desconectado do que o primeiro ato vinha preparando.
O resultado é um segundo ato fraco, que perde ritmo, perde tensão e perde identidade.
A troca de vilão quebra o tom, esvazia o conflito e transforma o que poderia ser uma história épica em um grande fracasso narrativo. Parece até que o filme muda de direção no meio do caminho, como se tivesse medo de apostar no que realmente funcionava.
Conclusão: um filme que tinha tudo para dar certo
Lanterna Verde começa como um filme promissor, divertido e visualmente marcante. A origem de Hal Jordan é bem construída, o uniforme funciona e Sinestro estava pronto para brilhar como antagonista.
Mas a escolha de substituí-lo por um vilão descartável compromete todo o restante da história, deixando a sensação de que o filme desperdiçou seu maior trunfo.
É aquele típico caso de: o potencial estava lá — só faltou coragem para usá-lo.

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