Todas as versões cinematográficas de O Morro dos Ventos Uivantes — e a nova adaptação com Margot Robbie e Jacob Elordi


 


Todas as versões cinematográficas de
O Morro dos Ventos Uivantes — e a nova adaptação com Margot Robbie e Jacob Elordi

Poucos romances atravessam gerações com a força de O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë. Selvagem, trágico e emocionalmente devastador, o livro já inspirou diversas adaptações ao longo das décadas — cada uma tentando decifrar o enigma que é a relação entre Heathcliff e Catherine.

Agora, em 2026, uma nova versão chega aos cinemas com um elenco de peso e uma diretora conhecida por sua ousadia narrativa. Antes de falar sobre ela, vale revisitar as adaptações que marcaram a história do cinema.


🎬 As adaptações clássicas e modernas

1939 – O clássico absoluto

Direção: William Wyler
Elenco: Laurence Olivier, Merle Oberon

A versão mais icônica. Filmada em preto e branco, tornou-se referência estética e emocional. Embora adapte apenas a primeira parte do livro, é considerada um marco do cinema romântico trágico.


1954 – Abismos de Paixão (México)

Direção: Luis Buñuel

Uma releitura livre, surrealista e intensa. Buñuel transporta a história para o México rural, criando uma obra autoral que dialoga com o espírito do romance sem segui-lo literalmente.


1970 – A versão romântica e estilizada

Direção: Robert Fuest
Elenco: Timothy Dalton, Anna Calder-Marshall

Visualmente exuberante, cobre mais eventos do livro e aposta em um Heathcliff mais contido e introspectivo.


1992 – A adaptação mais fiel

Direção: Peter Kosminsky
Elenco: Ralph Fiennes, Juliette Binoche

Uma das versões mais completas, incluindo a segunda geração. Fiennes entrega um Heathcliff sombrio e vingativo, enquanto Binoche interpreta Catherine e sua filha, Cathy.


1998 – A versão britânica para TV

Direção: David Skynner

Menos conhecida, mas elogiada por sua atmosfera gótica e abordagem intimista.


2011 – A adaptação mais experimental

Direção: Andrea Arnold
Elenco: Kaya Scodelario, James Howson

Realista, crua e inovadora. A primeira adaptação a escalar um Heathcliff negro, reforçando a leitura do personagem como outsider.


🌟 2026 – A nova adaptação com Margot Robbie e Jacob Elordi

A nova versão de O Morro dos Ventos Uivantes chega aos cinemas em fevereiro de 2026, trazendo um trio que está movimentando o mundo do cinema:

  • Margot Robbie como Catherine Earnshaw

  • Jacob Elordi como Heathcliff

  • Direção de Emerald Fennell

A combinação promete uma leitura moderna, visceral e profundamente psicológica do romance.

🎭 O elenco

Margot Robbie como Catherine

Robbie tem se destacado por personagens complexas e emocionalmente intensas. Sua Catherine promete ser selvagem, contraditória e magnética — como a personagem exige.

Jacob Elordi como Heathcliff

Elordi, conhecido por papéis intensos e sombrios, traz juventude, presença física e uma carga emocional que combina com a natureza obsessiva de Heathcliff.

🎬 Direção de Emerald Fennell

Fennell, aclamada por Promising Young Woman e Saltburn, é conhecida por:

  • explorar personagens moralmente ambíguos

  • criar atmosferas densas e inquietantes

  • trabalhar com temas de obsessão, desejo e destruição

Ou seja: o material perfeito para O Morro dos Ventos Uivantes.

📌 O tom da nova adaptação

Tudo indica que o filme seguirá uma linha:

  • mais sombria e psicológica

  • com forte presença da paisagem como personagem

  • explorando a toxicidade da relação central

  • trazendo uma estética moderna, mas fiel ao espírito gótico

A frase de divulgação — “Perca o controle” — já sugere uma abordagem intensa e emocionalmente devastadora.


Por que essa nova versão importa?

Cada adaptação de O Morro dos Ventos Uivantes reflete a época em que foi feita. A versão de 2026 surge em um momento em que o cinema busca:

  • narrativas ousadas

  • personagens femininas complexas

  • leituras contemporâneas de clássicos

  • estética autoral e provocativa

Com Robbie, Elordi e Fennell, a obra ganha uma nova camada de interpretação — mais visceral, mais moderna e, possivelmente, mais fiel ao caos emocional do livro.






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